Espiritismo brasileiro é um catolicismo que acredita na reencarnação. Conflito entre espíritas.
O que se pratica nos centros espíritas é um catolicismo que acredita na reencarnação.
O QUE É ROUSTAINGUISMO?
Que “doutrina” é essa que se tornou cláusula pétrea do estatuto da Federação Espírita Brasileira?
Segundo a FEB o Roustainguismo e o Espiritismo devem ser seguidos de forma conjunta.
Então haveria ideias de Jean-Baptiste Roustaing nos manuais do ESDE?
Milton Felipeli em entrevista à TV Boa Nova afirmou que ninguém chega à condição de dirigente da FEB se não for roustainguista. Acontecendo o mesmo com parte das federativas.
Heloísa Pires, filha de Herculano Pires, afirma na mesma entrevista que livros de Chico Xavier podem ter sido adulterados pela editora da FEB para incluir princípios roustainguistas.
José Herculano Pires no livro “O Verbo e a Carne” afirmou:
“É dever dos espíritas sinceros combater a mistificação roustainguista neste alvorecer da Era Espírita no Brasil. Ou arrancamos o joio da seara ou seremos coniventes na deturpação doutrinária que continua maliciosamente a ser feita. O Cristo agênere é a ridicularização do Espiritismo, que se transforma num processo de deturpação mitológica do Cristianismo. A doutrina do futuro nega-se a si mesma e mergulha nas trevas mentais do passado. O homem-espírita, vanguardeiro e esclarecido, converte-se no homem da era anti-cristã, no crente simplório das velhas mitologias” (José Herculano Pires).
De que modo o Roustainguismo interfere na postura ultra-conservadora da FEB?
Seria legítimo difundir subliminarmente aos seguidores do Espiritismo, uma “doutrina” que em vários pontos se contrapõe à Doutrina Espírita?
Alguns autores defendem a tese de que seguidores de Kardec e Roustaing foram fundamentais na formação da Federação Espírita Brasileira e em como o Espiritismo se estruturou no Brasil. Por outro lado, os adversários de Roustaing afirmam que a obra de Allan Kardec foi deturpada pelos chamados rustenistas. A instituição, porém, não representa nem defende o Espiritismo em suas bases doutrinárias, ao publicar obras que jamais passaram por qualquer critério, à maneira orientada pelos próprios Espíritos da codificação.
Este embate de pureza doutrinária é antigo e existe desde a fundação da FEB e, tomou vias judiciais com o jornalista e escritor kardecista/rustenista Luciano dos Anjos entrando na justiça contra a reforma estatutária da instituição. Setores anti-Roustaing, do movimento espírita brasileiro, tentam há anos abolir a bibliografia do coordenador de Os Quatro Evangelhos da entidade. Os defensores do binômio Kardec-Roustaing defendem que o estudo das obras dos dois missionários se trata de cláusula pétrea do estatuto da FEB, por que desde a fundação da instituição, O Livro dos Espíritos e Os Quatro Evangelhos foram sempre estudados em conjunto.
Os adversários de Roustaing consideram que a pureza da doutrina espírita foi comprometida, porque a obra coordenada por ele não foi aferida pelo critério da universalidade do ensino, metodologia defendida por Kardec, e por que defende teses contrárias a certos princípios basilares da Doutrina Espírita, como o da não-retrogradação do Espírito e a metempsicose, já que, segundo consta das obras de Roustaing, um espírito poderia reencarnar na forma de um "criptógamo carnudo" (termo original presente na obra "Os Quatro Evangelhos", vol. 1, pág. 313), animal assemelhado a uma lesma, como forma de punição por erros passados. Portanto, a obra de Roustaing não teria nenhum valor, além de opinião pessoal dos espíritos que as ditaram. Em contrapartida, adeptos do binômio Kardec-Roustaing argumentam que somente a maioria nunca foi critério de verdade. Caso a metodologia de verificação, proposta por Kardec, fosse a única para aferir a universalidade do ensino, O Livro dos Espíritos estaria comprometido quanto ao ensinamento da reencarnação. Haja vista, a grande maioria das manifestações (psicografia e psicofonia) dos espíritos da Inglaterra, Escócia, Irlanda, Canadá e Estados Unidos da América negam a reencarnação. Por causa disto e de outras situações similares com relação ao O Livro dos Espíritos, Kardec considerou que a aplicação da razão e da lógica fossem critérios para aceitar ou rejeitar uma verdade transmitida por manifestações de espíritos.
O QUE É ROUSTAINGUISMO?
Que “doutrina” é essa que se tornou cláusula pétrea do estatuto da Federação Espírita Brasileira?
Segundo a FEB o Roustainguismo e o Espiritismo devem ser seguidos de forma conjunta.
Então haveria ideias de Jean-Baptiste Roustaing nos manuais do ESDE?
Milton Felipeli em entrevista à TV Boa Nova afirmou que ninguém chega à condição de dirigente da FEB se não for roustainguista. Acontecendo o mesmo com parte das federativas.
Heloísa Pires, filha de Herculano Pires, afirma na mesma entrevista que livros de Chico Xavier podem ter sido adulterados pela editora da FEB para incluir princípios roustainguistas.
José Herculano Pires no livro “O Verbo e a Carne” afirmou:
“É dever dos espíritas sinceros combater a mistificação roustainguista neste alvorecer da Era Espírita no Brasil. Ou arrancamos o joio da seara ou seremos coniventes na deturpação doutrinária que continua maliciosamente a ser feita. O Cristo agênere é a ridicularização do Espiritismo, que se transforma num processo de deturpação mitológica do Cristianismo. A doutrina do futuro nega-se a si mesma e mergulha nas trevas mentais do passado. O homem-espírita, vanguardeiro e esclarecido, converte-se no homem da era anti-cristã, no crente simplório das velhas mitologias” (José Herculano Pires).
De que modo o Roustainguismo interfere na postura ultra-conservadora da FEB?
Seria legítimo difundir subliminarmente aos seguidores do Espiritismo, uma “doutrina” que em vários pontos se contrapõe à Doutrina Espírita?
Alguns autores defendem a tese de que seguidores de Kardec e Roustaing foram fundamentais na formação da Federação Espírita Brasileira e em como o Espiritismo se estruturou no Brasil. Por outro lado, os adversários de Roustaing afirmam que a obra de Allan Kardec foi deturpada pelos chamados rustenistas. A instituição, porém, não representa nem defende o Espiritismo em suas bases doutrinárias, ao publicar obras que jamais passaram por qualquer critério, à maneira orientada pelos próprios Espíritos da codificação.
Este embate de pureza doutrinária é antigo e existe desde a fundação da FEB e, tomou vias judiciais com o jornalista e escritor kardecista/rustenista Luciano dos Anjos entrando na justiça contra a reforma estatutária da instituição. Setores anti-Roustaing, do movimento espírita brasileiro, tentam há anos abolir a bibliografia do coordenador de Os Quatro Evangelhos da entidade. Os defensores do binômio Kardec-Roustaing defendem que o estudo das obras dos dois missionários se trata de cláusula pétrea do estatuto da FEB, por que desde a fundação da instituição, O Livro dos Espíritos e Os Quatro Evangelhos foram sempre estudados em conjunto.
Os adversários de Roustaing consideram que a pureza da doutrina espírita foi comprometida, porque a obra coordenada por ele não foi aferida pelo critério da universalidade do ensino, metodologia defendida por Kardec, e por que defende teses contrárias a certos princípios basilares da Doutrina Espírita, como o da não-retrogradação do Espírito e a metempsicose, já que, segundo consta das obras de Roustaing, um espírito poderia reencarnar na forma de um "criptógamo carnudo" (termo original presente na obra "Os Quatro Evangelhos", vol. 1, pág. 313), animal assemelhado a uma lesma, como forma de punição por erros passados. Portanto, a obra de Roustaing não teria nenhum valor, além de opinião pessoal dos espíritos que as ditaram. Em contrapartida, adeptos do binômio Kardec-Roustaing argumentam que somente a maioria nunca foi critério de verdade. Caso a metodologia de verificação, proposta por Kardec, fosse a única para aferir a universalidade do ensino, O Livro dos Espíritos estaria comprometido quanto ao ensinamento da reencarnação. Haja vista, a grande maioria das manifestações (psicografia e psicofonia) dos espíritos da Inglaterra, Escócia, Irlanda, Canadá e Estados Unidos da América negam a reencarnação. Por causa disto e de outras situações similares com relação ao O Livro dos Espíritos, Kardec considerou que a aplicação da razão e da lógica fossem critérios para aceitar ou rejeitar uma verdade transmitida por manifestações de espíritos.
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Comentários
Mas, sem considerar o Roustaing, o Espiritismo em geral adota mesmo o Cristianismo, ou é só no Brasil, ou mais em poucos outros lugares?
E nos Estados Unidos?
Há outras seitas, como o Ramatis, por exemplo, que é uma salada de espiritismo, teosofia, hinduísmo, rosacrucianismo, umbanda, discos voadores, esoterismo, gnosticismo etc., a gosto do freguês.
Ajuda esse povo ae!
Mas, entendo que o esoterismo tradicional é a fonte inspiradora de todo ecletismo, absorvendo mesmo o cristianismo - com versão evolucionista, não salvífico, porque ser for contraria todo o resto.
Assim, quanto mais o espiritismo for esotérico, mais estará condizente com sua fonte.
Os conhecimentos não são ocultos e/ou restritos. Qualquer interessado pode estudar sendo as fontes de livre acesso.
Na verdade o espiritualismo original dos Estados Unidos até chegou a ter um pouco de livros sagrados e templos sim mas isso foi se apagando com o tempo e também o espiritismo europeu kardecista foi de apagando com o tempo, mas não as crenças em espíritos e em reencarnação, aliais até mesmo a parapsicologia acadêmica tem alguma raiz no espiritismo-espiritualismo passando pela metapsiquica e também a New Age passando pelo teosofia (originalmente fundada por pessoas que vieram do espiritismo. Mas DEPOIS desse processo tendo sido feito, o espiritismo brasileiro começou sim a ter uma nova influencia nos ambiente New Age da Europa e Estados Unidos e começou sim a conseguir novos convertidos DIRETOS ao espiritismo e mesmo independentemente disso, hoje em dia cerca de 23% da população dos Estados Unidos e Europa acredita em reencarnação e comunicação com os espíritos mesmo sem se dizer forrmalmente de algum grupo com essas crenças.
Minha intenção foi aludir ao fato (no qual acredito) de que o espiritismo é derivado do esoterismo, talvez assim podendo ser considerado uma de suas expressões exotéricas. De modo que, quanto mais o espiritismo adotar aspectos doutrinais tradicionalmente reservados no esoterismo, mais estaria de acordo com sua própria fonte.
É na população em geral dos Estados Unidos e Europa ocidental, vejo o livro - O despertar na Nova Era - de J.L.Simmons e a matéria - Jóvenes españoles, religiosidad y sectas - de 15/04/11 no site espanhol católico infocatólica.
Certamente, me parece intuitivamente, ¼+ da população.
Note que é a POSSIBILIDADE sem as cordinhas atadas pelo kardecismo; karmas, &c. É a possibilidade genericamente admitida, sem as pessoas dogmatizarem o funcionamento disso.
E atribuo ao atual descomprometimento % dos europeus com religiões específicas. E na America, apesar da ortodoxia cristã ser MUITO forte, aparentemente também se sucede, como Sr. CRIATURO bem observou.
Mas "intuída" sob diversas formas, então... Hoje certamente tá na cabeça das pessoas – falando nas pessoas dos lugares onde o conceito não era corrente, bem entendido...– decorrente dos relatos + filmes &c.
Repito: entendo que o descomprometimento com religiões que não admitem metempsicose "liberou" a ideia da possibilidade nos lugares/culturas onde a hipótese era negada "institucionalmente" so to speak.
Ghost não, mas os filmes baseados nas pesquisas do Ed e da Lorraine Warren, talvez. Claro que filme é preciso dar um desconto, a própria Lorraine declarou que os filmes sobre as pesquisas deles eram exagero, mas o sucesso desses filmes e da própria Lorraine, que se dizia médium sensitiva (se ela era ou não, aí é outra história), mostram como o espiritualismo tem uma certa força nos Estados Unidos.
a crença em deus trata-se de observações como premunições, sonhos com mortos, visões e pedidos atendidos
como se isto fosse alguma espécie de aprovação de que estamos no caminho certo que ha mais pessoas compactuando com as nossas crenças!
Então, neste sentido diríamos que seria intuitiva e não induzida, por não haver quem induzisse no novo crente (na possibilidade) inicialmente.
Certo?
HOJE certamente não será "intuitiva", eis que temos todas múltiplas fontes de informações falando do tema no globo todo.
Foi neste sentido que eu falei. Então... e daí já não temos como saber o que teria sido "intuições" originais nossas, ou a pressão do ambiente cultural.
Ademais — e isso é fundamental ter em mente! — "intuição" não significa concordância com o existente no real. Em geral, a realidade sempre atropelou a "intuição". Poucas coisas do que se constitui as realizações tecnológicas e científicas atuais foram "intuídas".